30 de nov de 2011

Jesus é Maravilhoso

O profeta Isaías escreveu há muitos séculos passados, há 700 anos AC, estas palavras messiânicas (Isa. 9:6): “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o Seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.

Cerca de 2.000 mil anos atrás, uma jovem hebréia passou por uma experiência misteriosa, e pelo poder do Espírito divino, apareceu como mãe de uma Criancinha a quem foi dado um “nome que está sobre todo o nome” (Fil. 2:9), um nome que brilha nas páginas da História como milhares de primaveras e ressoa pelo correr do tempo como uma música angelical: “o Seu nome será: Maravilhoso”.
Realmente Jesus é maravilhoso, pois o seu nome significa Salvador (Mat.1:21). Jesus é um nome maravilhoso. Jesus é um nome que está acima de todos os outros nomes. Seu nome é o mais belo, mais grandioso e mais glorioso do que todos os nomes de todos os homens que já viveram no mundo.

Falamos dos grandes homens da Terra: – de Alexandre o grande, de César o grande, de Pedro o grande, de Alfredo o grande, de Frederico o grande, de Napoleão o grande – mas nunca dizemos: “Jesus o grande”. Ele é Supremamente Grande e Seu nome JESUS é completamente suficiente.

Na Piazza Collona em Roma, vemos o monumento ao imperador Marcus Aurélius. Tem cerca de 33 metros de altura e se compõe de 28 blocos de mármore branco, cobertos desde a base até o topo com gravações que descrevem as vitórias do imperador.

Não obstante, milhares de criaturas humanas nunca ouviram o nome de Marcus Aurélius! Jesus não teve um monumento de mármore, mas Seu nome é mais conhecido por mais pessoas hoje do que as que viveram no Império Romano quando Marcus Aurélius governava.

Jesus foi tão pobre que disse certa vez, que não tinha “onde reclinar a cabeça” (Mat. 8:20). Alguém dissera: “Sua única carteira fora a boca de um peixe” (Mat. 17:27). Ele nasceu em um estábulo alheio; viajou em barcos que pertenciam a outras pessoas; cavalgou num animal emprestado; comeu à mesa de outros; foi sepultado no túmulo de um amigo! Mas abriu mão das glórias do Céu para fazer isso!

Nunca escreveu um livro; porém existem milhares de livros escritos a Seu respeito. Shakespeare tem sido traduzido em 30 línguas; Thomas Kempis em 60 línguas; João Bunyan em 100 línguas; mas o Livro que primeiro falou sobre este maravilhoso Jesus já foi traduzido em milhares de línguas!

Jesus nunca estudou medicina; porém curou a todos os que se dirigiram a Ele e nunca perdeu um caso. Nunca fundou um colégio, mas centenas de milhares de colégios tem sido fundados a fim de ensinar Suas palavras e Seu modo de viver.

Seus ensinos têm permanecido durante cerca de 2000 anos, e muito mais pessoas agora o apreciam mais do que mesmo no passado. Ele nunca organizou um exército, nem fundou um império, mas milhares de crentes estão prontos a morrer por Ele, e Seu reino de graça abrange o mundo inteiro!

Quando Ele veio, o mundo o desprezou; contudo quando morreu, o Sol lamentou e a terra tremeu! Por que datamos nossa última carta com o ano de 2008? Por que não datamos com a data das olimpíadas gregas? Ou com a data da Fundação de Roma, ou com a data do nascimento de Buda? Ou com a data da partida de Maomé? Ou com a data da Revolução Francesa? Tudo isso já tem se tentado fazer. Mas por que datamos nossa última carta com o ano de 2008? – Porque de acordo com a cronologia aceita, esse maravilhoso homem nasceu há 2008 anos atrás.

Dizem que na Bíblia Ele tem mais de 250 nomes. No entanto, seja como for, Ele é mais do que o que qualquer de Seus nomes pode exprimir. Em nosso texto, recebe 5 títulos significativos; porém agora estamos pensando em apenas um destes: “Seu nome será Maravilhoso”.

Hoje poderíamos falar do Seu maravilhoso nascimento, o mistério do nascimento sobrenatural da bendita virgem Maria, pois está escrito: “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e chamá-lo-ão pelo nome de Emanuel, que traduzido é: Deus conosco” (Mat. 27:54).

Poderíamos falar de sua maravilhosa morte, com a solução sobrenatural do problema do pecado, pois declaram as Escrituras: “O Senhor fez cair sobre Ele a iniqüidade de todos nós” (Isa.53:6). Os homens que viram a morte dEle ficaram tão impressionados que exclamaram perplexos: “Verdadeiramente este era o Filho de Deus” (Mat. 27:54).

Poderíamos falar sobre Sua maravilhosa ressurreição, do túmulo que não pode contê-Lo, da visão dos anjos e da pedra rolada para fora da sepultura, conforme o que está escrito: “Ele foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras” (I Cor. 15:4). E que foi Ele “declarado Filho de Deus em poder, … pela ressurreição dos mortos” (Rom.1:4).

Poderíamos falar de Sua maravilhosa ascensão aos céus, quando a força da gravidade não foi capaz de impedir Seu regresso para a glória que Lhe pertencia “Antes que o mundo existisse” (João17:5); pois, temos o registro de quando os discípulos ouviram: “Foi elevado às alturas, e uma nuvem O recebeu, ocultando-O de seus olhos” (Atos1:9).

Poderíamos falar de Sua maravilhosa intercessão, conforme as palavras de Charles Wesley, que cantou: “Jesus, meu advogado lá no Céu, meu amigo perante o trono de amor”, porque diz a Palavra: “Portanto pode também salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus, vivendo sempre para interceder por eles” (Heb.7:25).

Poderíamos falar de Sua maravilhosa segunda vinda, quando Ele voltará nas nuvens, com poder e grande glória, a fim de reunir os Seus escolhidos, desde os quatro cantos da Terra (Mat.24:31) e “os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor” (I Tess. 4:16-17). Também está escrito: “Quando o Filho do Homem vier em Sua glória e todos os anjos com Ele, então se assentará no trono da Sua glória” (Mat.25:31).

Poderíamos falar sobre estas 6 maravilhosas coisas, mas, de preferência, falaremos de 5 outras coisas maravilhosas, ainda mais pessoais.

Ele é Maravilhoso em Seu caráter:

Ele foi o único homem sem pecado, que andou na Terra. Ele orou em favor dos outros e disse: “Pai perdoa-lhes” (Luc.23:34), mas nunca orou: “Pai perdoa-me”. Ele pode lançar um desafio a seus maiores inimigos e perguntar: “Quem dentre vós Me convence de pecado?” (João 8:46). As coisas mais graves que podiam dizer contra o Filho de Deus, era que Ele recebia pecadores, que Ele dizia que Deus era Seu Pai, e que Ele fazia o bem aos Sábados.

Ele é Maravilhoso em Seus ensinos:
Ensinou as mais profundas verdades éticas, mas de maneira tão simples que até uma criança podia entendê-las. Por isso tal era a força convincente de Suas palavras, que Mateus disse: “Ele os ensinava como tendo autoridade” (Mat.7:29).

Milhares e milhares de pessoas O escutavam. E quando os soldados e oficiais do Templo foram prendê-Lo, de que maneira voltaram? Que disseram? Que Ele era valente? Que Ele fugira? Não! Disseram que Ele estava guardado por milhares de homens armados? Que foi que declararam? – “Nunca homem algum falou como este Homem” (João 7:46).

Jesus ensinou que era um com Deus. Disse: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30). Ensinou que todos os que não crerem nEle como sendo o Filho de Deus, perecerão (João 3:16). Declarou: “Eu sou o pão da vida” (João 6:35). “Eu sou a ressurreição e a vida” (João 11:25). “Ninguém vem ao Pai senão por Mim” (João 14:6). Tais palavras revelam que em Seus ensinos Jesus se considerava Deus. Se Ele houvesse sido um mero homem, o mais extraordinário entre os homens, Suas palavras seriam ridículas. Mas nos lábios de Jesus Cristo, as declarações que Ele fez são perfeitamente naturais e lógicas: Ele era o Filho de Deus.

Ele é Maravilhoso em Suas obras:
“E veio ter com Ele muito povo que trazia coxos, cegos, mudos, aleijados e outros mais e os puseram aos pés de Jesus, e Ele os curou: de tal sorte que a multidão se maravilhou vendo os mudos a falar, os aleijados sãos, os coxos a andar, e os cegos a ver; e glorificavam o Deus de Israel” (Mat.15:30-31).

Ele possuía poder sobre as forças da Natureza. Mediante Sua Palavra, o mar revolto se acalmava. Em Suas mãos, 5 pães e 2 peixes se multiplicavam de tal maneira que alimentavam a cinco mil homens famintos. Ao falar, os mortos ressuscitavam!

Sempre esteve a operar milagres, não para fazer o povo ficar admirado, mas para socorrer os aflitos. É mais do que lógico que, se Deus se encarnasse entre os homens, devia naturalmente revelar poder acima do conhecimento humano. E foi justamente o que Jesus fez. Suas obras, bem como suas palavras foram maravilhosas.

Ele é Maravilhoso em Sua influência:
A despeito de todos os fracassos e pecados, daqueles que tem seguido a Jesus e professado Seu nome, Sua influência tem beneficiado o mundo inteiro.

Tire o Cristianismo, a influência de Jesus Cristo, da arte, da música, da literatura, da história – tire-a do coração humano e não haveria coisa alguma de resto, pela qual valesse a pena viver hoje.

Se Jesus tivesse sido apenas humano, não teria sido possível realizar tal empreendimento. Jesus, porém, é o Filho de Deus, e Seu nome é Maravilhoso porque Ele é maravilhoso!

Ele é Maravilhoso em Sua própria maneira de pensar:

Nunca alimentou dúvidas em Seu espírito. Julgava possuir poder divino. Disse: “Tudo quanto o Pai faz o Filho igualmente o faz” (João 5:19). Considerava-se com conhecimento divino; por isso que declarou: “Ninguém conhece o Pai senão o Filho, e aquele a quem o Filho o quiser revelar” (Mat. 11:27).

Considerava-se com autoridade divina; por isso que declarou: “E também o Pai ninguém julga; mas deu ao Filho todo o juízo” (João 5:22). Considerava-se com direito à adoração divina: “Para que todos honrem o Filho, como honram o Pai” (João 5:23). Considerava-se eterno: “Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, Eu Sou” (João 8:58).

CONCLUSÃO

O problema do maravilhoso Jesus é duplo: o que fazer por Ele e o que fazer com Ele? Temos concluído a primeira parte, mostrando-O como divino Filho de Deus e Salvador do mundo.

Agora, a segunda parte, é: O que fazer com Jesus? “Que farei então de Jesus, chamado Cristo?” (Mat. 27:22).

Pr. Roberto Biagini
Fonte: www.setimodia.wordpress.com

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