29 de set de 2011

A humanidade de Cristo explicada


Que Espécie de Homem Foi Jesus?

Jesus ‘não cometeu pecado e nemdolo algum se achou em Sua boca.’ (1a Pedro, 2.22).Para tanto, valeu-Se de alguma vantagem, ou condição, que não esteja disponívela nós? Ao ser criado, Adão possuía uma natureza humana perfeita, com tendênciase inclinações ao bem; estava sob o governo da lei do amor.Entretanto, após pecar, sua natureza tornou-se pecaminosa, com tendências einclinações ao mal: governada pela lei do egoísmo.
E Jesus? Qual natureza humana assumiu?A do Adão antes da queda ou a do Adão depois daqueda? Viveu Ele uma vida perfeita em carne santa ou em‘semelhançade carne pecaminosa’? Precisou Ele também ‘negar o Seu eu humano’,ou estava Ele imune, isento das tendências ao mal hereditárias?

Comosabemos, Jesus esvaziou-Se de Suas características divinas a fim de viver entrenós. “Que, sendo em forma de Deus, não tevepor usurpação ser igual a Deus,” (Filipenses 2.6-7 ) Ele esvaziou-Se:
Masesvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, fazendo-se semelhante aoshomens;

1.      De Sua onipotência. Por um lado Jesus afirmou que “Por Mim mesmo, nadaposso fazer” (João 5.30), e por outro: “Para Deus tudoé possível.” (Marcos 10.27). Logo, Ele pôs de lado Sua onipotênciadivina a fim de viver entre nós. Renunciou temporariamente a ela. “Nossopróprio Salvador, quando suportando a prova pela humanidade, reconheceu que, deSi mesmo, nada podia fazer.”1

2.      De Sua onisciência. Lemos em Lucas 2.52: “E crescia Jesus emsabedoria ...”. Se Ele não tivesse Se esvaziado de Sua onisciência divinanunca teria tido necessidade de crescer em sabedoria.

3.      De Sua onipresença: Como homem estava limitado a estar em apenas umlugar, por vez.
Suas qualificações e atributos comoDeus foram voluntária e temporariamentepostos de lado, a fim dElepoder viver como um de nós. A Divindade permaneceu imanente2 nanatureza humana pecaminosa: ‘Deus conosco’!
Mas que tipo de homem foi Jesus? Qual foi sua natureza humana? A de Adão antesdaqueda ou a de Adão depois da queda? Em outras palavras: TinhaEle, em Sua natureza humana, tendências hereditárias ao mal ou estava imune,isento delas?
Eis como Jean R. Zurcher expõe oassunto:3
A posição de que Cristo tomou a decaída naturezahumana têm tido apenas uns poucos defensores através da história doCristianismo, e aqueles que a ensinavam foram freqüentemente consideradoshereges. Isso precisa ser prontamente reconhecido. Mas a verdade nãodepende do número de seus seguidores.[‘A popularidade ou o número farão com que alguém setorne inocente?’]4 Muitas verdades bíblicas essenciais têm sidodistorcidas através dos séculos, em razão de idéias preconcebidas ou conceitoserrôneos, resultando num ensino completamente estranho às Escrituras.
O problema da natureza e destino da humanidade é oprimeiro exemplo. Ao aceitarem a idéia platônica da imortalidade daalma, os pais da Igreja perpetuaram erros graves com respeito à morte,ressurreição e vida eterna. Do mesmo modo, por desconsideração às informaçõesdo Novo Testamento sobre o assunto da natureza humana de Cristo, foramformuladas teorias arbitrárias que resultaram em doutrinas defeituosas.

A Evidência Neotestamentária
Para resolver o problema, é preciso iniciar com umacuidadosa análise das informações. Um problema bem entendido está meioresolvido. Os dados escriturísticos claramente definidos sobre os quais aCristologia se apoia, podem ser sintetizados como um paradoxo: Cristoparticipou da ‘semelhança de carne pecaminosa’, sem compartilhar de nenhumpecado da humanidade.
Essa dupla afirmação está colocada no coração doprólogo do evangelho de João. Por um lado, o apóstolo declara: ‘O Verbo Se fezcarne’, e por outro afirma que o Verbo ‘habitou entre nós ... cheio de graça everdade’ (João 1.14). O paradoxo surge do fato de que, conquanto Se tenhatornado humano, em estado de decaimento, Cristo, não obstante, viveu entre nóssem pecado, em perfeita obediência à lei de Deus.
João torna essa verdade a pedra de toque desua Cristologia: ‘Nisto conheceis o Espírito de Deus: todo espírito queconfessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que nãoconfessa a Jesus não é de Deus; mas é o espírito do anticristo ...’ (1a João4.2 e 3).
A palavra carne, em João, tem geralmente conotaçãopejorativa. Seres humanos nascem de acordo com ‘a vontade da carne’ (João1.13), e julgam ‘segundo a carne’ (João 8.15). E João conclui: ‘Porque tudo oque há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e asoberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo.’ O próprio Jesus sempre opôssistematicamente ‘carne’ e ‘Espírito’. ‘O que é nascido da carne é carne, e oque é nascido do Espírito é espírito.’ (João 3.6) ‘O Espírito é o que vivifica,a carne para nada aproveita.’ (João 6.63)
Paulo também enfatiza, em suas epístolas, aoposição entre a carne e o Espírito na pessoa de Cristo. Na introdução de suaepístola aos Romanos, ele define a dupla natureza de Cristo nestes termos: ‘...nasceu da semente de Davi segundo a carne; e que com poder foi declarado Filhode Deus, segundo o espírito de santidade.’ (Rom. 1.3 e 4). Então, apelando àgrandeza do ‘mistério da piedade’, Paulo declara uma vez mais os fundamentos daCristologia: ‘Aquele que Se manifestou em carne, foi justificado emespírito ...’ (1a Tim. 3.16)
Não satisfeito em afirmar que Cristo é, ao mesmotempo, carne e Espírito – isto é, verdadeiramente homem e verdadeiramente Deus– Paulo diz que Deus enviou ‘... Seu próprio Filho em semelhança dacarne do pecado’, assim ‘na carne condenou o pecado’ (Rom. 8.3). Qualquerque seja o significado dado à palavra ‘semelhança’ [homoioma], isso nãosignifica que a carne de Cristo seria diferente daquela da humanidade em SeunascimentoJesus, todavia, não eracomo Adão antes da queda, pois Deus não criou Adão ‘em semelhança dacarne pecaminosa’.
Em sua epístola aos Filipenses, Paulo destaca oparadoxo existente entre a realidade da condição humana e a perfeição daobediência de Jesus até o fim de Sua vida. De um lado, o apóstolo acentua aplena e total participação de Cristo na natureza humana: ‘Ele tomou ‘a forma deservo’ (literalmente escravo); Ele Se tornou ‘semelhante aos homens’ e foi‘obediente até à morte, e morte de cruz’ (Fil. 2.7 e 8). Em outras palavras,embora ‘nascido de mulher, nascido sob a lei’ como todos os seres humanos, porSua perfeita obediência à Lei de Deus, Cristo não apenas ‘condenou o pecado nacarne’ (Rom. 8.3), mas tornou-Se o Redentor daqueles que estão ‘sob a lei’(Gál. 4.5). Com efeito, escreveu Paulo: ‘Porque a lei do Espírito da vida, emCristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte.’ (Rom. 8.2).
A epístola aos Hebreus realça esse duplo aspecto dapessoa e obra de Cristo. ‘Pois, na verdade, não presta auxílio aos anjos, massim à descendência de Abraão. Pelo que convinha que em tudo fosse feitosemelhante a Seus irmãos ...’ (Heb. 2.16 e 17). Uma vez que os irmãos ‘sãoparticipantes comuns de carne e sangue, também Ele, semelhantemente, participoudas mesmas coisas’ (verso 14). Portanto, Ele ‘em tudo foi tentado, mas sempecado’ (Heb. 4.15). Essa foi a condição necessária para o cumprimento de Suamissão de servir como ‘um Sumo Sacerdote misericordioso e fiel nas coisasconcernentes a Deus, a fim de fazer propiciação pelos pecados do povo. Porquenaquilo que Ele mesmo, sendo tentado, padeceu, pode socorrer aos que sãotentados’ (Hebreus 2.17-18).
Essessão os dados bíblicos fundamentais da Cristologia. Ninguém tem o direito dedebilitar ou alterar essas informações com argumentos faltos deidoneidade bíblica.” 5

Homoioma’ [homoiomati] – o quesignifica realmente?
Segundo Paulo, Jesus veio ‘em semelhança [homoioma] decarne pecaminosa’(Romanos 8.3). “A intenção nãoé, de modo algum, atrair a atenção para o fato de que, conquanto o Filho deDeus tenha verdadeiramente assumido sarx hamartias [carnepecaminosa], Ele nunca Se tornou sarx hamartias e nada mais, nem mesmo sarxhamartias habitada pelo Espírito Santo."
"Entendemos ... que o pensamentode Paulo – concernente a seu uso de homoioma[semelhança] aqui–, seja de que o Filho de Deus assumiu idêntica natureza decaída ànossa, mas que, em Seu caso, essa natureza humana decaída nunca foiintegral nEle – Ele nunca cessou de ser o eterno Filho de Deus." 6

Por qual razão ‘essa naturezahumana decaída nunca foi integral nEle’? Porque Ele sempre teve também Suanatureza divina, fato que nunca acontece ao ser gerado qualquer outro bebê.

Ele também travou cruentas batalhas com o eu e astendências potencialmente hereditárias, mas nunca permitiu que uma inclinaçãose tornasse pecaminosa (ver Tiago 1.14 e 15). Cristo Se mantinha dizendo'não!', enquanto todos os outros seres humanos diziam 'sim!'” 7

Ele não permitiu queuma inclinação ao mal gerasse pecado.
Compreendamos bem: “CertamenteEle era diferente de nós, porque nós somos pecadores caídos eEle era sem pecado. O que era ‘diferente’, entre nós [e Ele]8, era o Seu caráter, a Sua justiça. O que é ‘semelhante’,entre nós [e Ele]9, é a Sua natureza que Ele‘tomou’, Suahereditariedade genética e a nossa.”10

O apóstolo [Paulo,em Rom. 8.3] limitou a semelhança àcarne na qual habitava a ‘lei do pecado’, e onde ‘aconcupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida’(1a João 2.16) dominavam.
De acordo com Tiago 1.15, a concupiscência [desejos,tendências, inclinações, pensamentos maus]11é a mãe do pecado, e não pecado em si mesma, assimcomo o pecado é pai da morte e não a própria morte. As concupiscências sãotentações às quais todos os seres humanos estão sujeitos, e que opróprio Jesus teve de enfrentar, uma vez que Ele foi ‘tentado em todos ospontos, como nós’ (Heb. 4.15). Mas, diferentemente do que acontece conosco,Cristo nunca permitiu que as más tendências, embora hereditárias e potencialmentepecaminosas, se tornassem pecado.”12
Em nossa natureza humana, nós temos duas categoriasde tendências, inclinações ao mal:

1.      as hereditárias: que sãocaracterísticas da nossa natureza humana que recebemos ao sermos gerados.
2.      as cultivadas: que passamos apossuir a partir do instante em que cedemos ao mal, pecamos.
Já Jesus, em razão dEle nunca ter cedido aomal, possuiu apenas as tendências, as inclinações ao mal HEREDITÁRIAS. Nãoexistiu nEle nenhuma sombra de tendências cultivadas ao mal,pois Ele nunca cedeu ao mal, nunca pecou, nunca corrompeu Sua natureza humana:nunca pôs Sua ‘máquina de pecar em funcionamento’. Ele sempre falouNÃO às Suas tendências naturais ao mal, as quais Ele odiou como nenhum outroser humano jamais o fez. Se o crente ‘chora’ (Mateus5.4) também devido às suas tendências ao mal que permanecerão com ele até amorte [ou até o retorno de Cristo], quanto mais Jesus!
Em Sua natureza humana também existia amesma atração natural, hereditária ao mal, tal qual existe em nós desde onascimento, mas não houve jamais outro ser humano que odiasse tanto estaatração ao mal como Jesus odiou a Sua: “Amas a justiça e odeiasa iniqüidade; por isso Deus, o Teu Deus, Te ungiu com o óleo de alegriacomoa nenhum dos Teus companheiros.” (Salmo 45.7).
"Aqui a provação de Cristo foimuito maior do que a de Adão e Eva, pois Ele assumiu nossa natureza, decaída mas nãocorrompida, e que não se perverteria a menos que Ele aceitasse as palavrasde Satanás em lugar das palavras de Deus."13

Homoioma – identidade,similitude, semelhança (Romanos 8.3-4) – vem dehomós [em grego].Uma folha não é exatamente igual à outra, ainda que ambas sejam da mesmaárvore. Não são exatamente iguais, são semelhantes.
Mesmo um irmão de sangue não herda deseus pais uma natureza humana pecaminosa igual a dos outrosdemais irmãos, tanto que um pode receber uma acentuada tendência a sercolérico, outro a ser sangüíneo, ou fleumático ou melancólico. Assim, todos nósrecebemos naturezas humanas pecaminosassemelhantes, mas nãoexatamente iguais.
Eis outros exemplos do significado doradical ‘homós’:
Homossexual... mesmo sexo;
Homocentrocentro comum de váriascircunferências;
Homocíclicodiz-se de um composto em cujamolécula existe um ciclo constituído por átomos idênticos;
Homofilodiz-se da planta de folhas oufolíolos semelhantes;
Homogêneocujas partes todas são da mesmanatureza;
Homogeniasemelhança de partes, devida àorigem comum;
Homógrafoque tem a mesma grafia;
Homopétaloque tem pétalas semelhantes;
Homotérmicoque tem a mesma temperatura.

Como se comprova, o radical ‘homós’ estáconcretamente relacionado com igualdade, identidade, cópia, similitude,uniformidade. Assim sendo, por qual motivo ‘homós’, napalavra Homoioma, em Romanos 8.3-4, deveria significar diferença,dissemelhança ou aparência, como se pretende no pré-lapsarianismo?

Mais Fundamentos Bíblicos
·        Rom 1.3“...com respeito a Seu Filho, o Qual, segundo a carne, veio da descendência deDavi.” Toda a descendência de Davi possuiu a mesma carnecom tendências ao mal, inclusive Jesus. “Adão foi tentado pelo inimigoe caiu. Não foi um pecado enraizado que o fez ceder, pois Deus o fez puro ereto e à Sua própria imagem. Ele era tão irrepreensível quanto os anjos peranteo trono. Não havia nele princípios corruptos nem tendências para o malMasquando Cristo veio para conhecer as tentações de Satanás, Ele carregoua ‘semelhança de carne pecaminosa’.”14

·        Levítico 25.47-49: “Quando o estrangeiro, ou peregrino, que estácontigo, se tornar rico, e teu irmão junto dele empobrecer, e vender-se aoestrangeiro ou peregrino que está contigo, ou a alguém da família doestrangeiro, depois de haver-se vendido, haverá ainda resgate para ele: um deseus irmãos poderá resgatá-lo ...”`; Rute 2.20: “... Disse-lhe mais Noemi: Esse homem é nosso parente chegado, e um dentre os nossos resgatadores.”; Rute3.12: “Ora é muito verdade que eu sou resgatador; masainda outro resgatador há maischegado do que eu.” O direito de ser resgatador daquele que havia caídoem desgraça era, primordialmente, umprivilégio do parente mais próximo,do mais chegado.
‘parente resgatador’ éum dos símbolos de Cristo. Para ser nosso Resgatador do pecado, Cristonecessitava ser nosso parente próximo, e para tanto veio em ‘semelhançade carne pecaminosa.’ (Rom. 8.3), idêntica à nossa. Ele não poderiaexercer o direito de ser nosso Resgatador, se tivesse vindo ‘em carnesanta’, pois, neste caso não teria sido o nosso ‘parente próximo’“Sentimosa necessidade de apresentar a Cristo, não como um Salvador que estavalonge [como um Adão antes daqueda]15, mas pertoà mão [como um Adão depois daqueda].”16

·        Daniel 8.17: “Veio, pois, perto de onde eu [Daniel] estava;e vindo ele fiquei amedrontado, e caí com o rosto em terra. Mas ele me disse:Entende, filho do homem, pois esta visão se refere ao tempo do fim.” Daniel 7.13: “Eu estava olhando nas minhas visões da noite, eeis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do homem, e dirigiu-Se ao Ancião de dias, e O fizeramchegar até Ele.” Lucas 19.10: “Porque o Filho do homem veio buscar e salvar operdido.” Daniel, um homem com naturezahumana com tendências hereditárias ao mal, é chamado ‘filho dohomem’. Jesus disse de Si mesmo: ‘Porque o Filho dohomem ...’, termo que ocorre 86 vezes nos evangelhos.

·        Lucas 1.35“Respondeu-lheo anjo: Descerá sobre ti o Espírito Santo e o poder do Altíssimo te envolverácom a Sua sombra; por isso também o Ente santo que há de nascer, será chamadofilho de Deus.” Nenhum outro ser humano possuiu duas naturezas.Jesus é ‘monogenes’ (São João 1.18), isto é: único em Suaclasse, gênero, posição, espécie, status em todo o Universo.
Na Bíblia, sempre que a natureza divinaune-se à natureza humana tendente ao mal, o produto é um ente santo.Heb. 13.24; Efésios 1.1; Filip. 4.22; 2a Cor. 1.1.
Divindade + humanidade tendente ao mal= Ente santo.

·        João 12.24: “Seo grão detrigo [Jesus], caindona terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, produz muito fruto[cristãos]”. Seo ‘fruto’ [cristão] é composto da natureza humana comtendências ao mal + a natureza divina, então, idênticamente, ocorreu com oGrão original.
Teria sido uma quase infinita humilhação para oFilho de Deus, revestir-Se da natureza humana mesmo quando Adãopermanecia em seu estado de inocência, noÉden. Mas Jesus aceitou a humanidade quando a raça havia sidoenfraquecida por quatro mil anos de pecado. Como qualquer filho de Adão,aceitou os resultados da operação da grande lei da hereditariedade.O que estes resultados foram, manifesta-se na históriade Seus ancestrais terrestres. Veio com essa hereditariedade parapartilhar de nossas dores e tentações, e dar-nos o exemplo de uma vidaimpecável.”17
Este texto é, deveras, muito claro:teria sido ‘uma quase infinita humilhação’, para Jesus ter vindocom a carne humana de Adão ANTES daquedamas Eleveio com a carne de Adão DEPOIS da queda,sujeitando-se à grande lei da hereditariedade.
Somente pela Sua própria sujeição à lei dahereditariedade podia Ele alcançar a medida inteira e verdadeira dopecado. Sem isto não podiam ser postos sobre Ele os nossospecados realmente cometidos, com o castigo e a condenação pertencentesa eles.”18

·        Apocalipse 3.21“Aovencedor, dar-lhe-ei sentar-se Comigo no Meu trono, assim como também Eu venci, e Me sentei com Meu Pai no Seu trono.” Quando Cristo vem viver Sua vida perfeita em nós,novamente une-seuma natureza humana tendente ao mal — a nossa — com umanatureza divina — a dEle. Assim o povo de Deus vencerá como Jesusvenceu! Se Ele tivesse feito uso de algum poder indisponível a nós, é óbvioque Ele nunca teria pronunciado aquelas palavras. Então, como herança de nossopai – Adão – Ele recebeu mesmo uma natureza humana precisamente igual à nossa,e com as mesmas tendências ao mal, como esta com a qual nascemos. Assim, comoEle venceu: todo ser humano também pode vencer! Não há desculpas para continuarpecando.

Cristo... não transgrediu a lei de Deus em nenhum detalhe. Mas que isso, Eleeliminou qualquer desculpa do homem caído que pudesse alegar algumarazão para não guardar a lei de Deus.”19

Quando Cristo assumiu nossa natureza humana, Elefoi lá em Seu ego divino; mas Ele não manifestou nada de Seu ego divino naquelelugar ... Ele foi nossos egos pecaminosos na carne, e aqui onde todas estastendências para pecar sendo incitadas na Sua carne para conseguir que Eleconsentisse em pecar. Mas Ele não Semanteve sem pecar por Suas próprias forças. Fazer assim teria sido Ele mesmomanifestando-Se contra o poder de Satanás, e isto teria destruído o plano desalvação, mesmo se Ele não tivesse pecado.”20

·        João 1.14“Eo Verbo se fez carne, e habitou entre nós ...” Quando ‘o Verbo Se fez carne’, haviaapenas uma espécie de carne — a caída, tendente ao mal como a que temos, a qualnos tenta por dentro. Jesus ‘tornou-Se carne, exatamente como nós somos’.21
As palavras de Cristo encorajam os pais a trazersuas crianças a Jesus. Elas podem ser geniosas, e possuir paixões como aquelasda humanidade, mas isto não nos deveria intimidar de as trazer a Cristo. Ele abençoou as crianças que possuíam paixões iguaisàs Suas próprias.” 22

·        Hebreus 2.14-17“Visto, pois, que o filhos têm participação comum de carne e sangue, destes também Ele,igualmente, participou,para que, por Sua morte, destruísse aquele que tem o poder da morte, a saber, odiabo, e livrasse a todos que, pelo pavor da morte, estavam sujeitos àescravidão por toda a vida. Pois Ele, evidentemente, não socorre a anjos, massocorre a descendência de Abraão. Por isso mesmo convinha que, emtodas as cousas, Se tornassesemelhanteaos irmãos, para ser misericordioso e fiel sumo sacerdote nas cousasreferentes a Deus, e para fazer propiciação pelos pecados do povo.”
Até que ponto partilhou Jesus de nossa humanidadecomum?

EmSua humanidade, Cristo participou de nossa natureza pecaminosa, caída. Senão,não seria então ‘em tudo semelhante aos irmãos’, não seria como nós, em tudo... tentado, não venceria como temos de vencer, e não seria, portanto, o completoe perfeito Salvador que o homem necessita e deve ter para ser salvo. A idéia deque Cristo nasceu de uma mãe imaculada ou isenta de pecado, sem herdartendências para pecar, e por isso não pecou, põe-nO à parte do domínio de ummundo caído, e do próprio lugar onde é necessário o auxílio.
DeSua parte humana, Cristo herdou exatamente o que herda todo filho de Adão – umanatureza pecaminosa. Do lado divino, desde a própria concepção, foi gerado enascido do Espírito. E tudo isso foi feito para colocar a humanidade num planovantajoso, e demonstrar que da mesma maneira todo que é ‘nascido do Espírito’pode obter idênticas vitórias sobre o pecado, mesmo em sua pecaminosa carne.Assim cada um tem de vencer como Cristo venceu. Apoc. 3.21. Sem este nascimento,não pode haver vitória sobre a tentação, nem salvação do pecado. S. João3.3-7.” 23

·        Hebreus 2.18“Pois naquilo que Ele mesmo sofreu [suportou],tendo sido tentado, é poderoso para socorrer osque são tentados.” Ele pode nos socorrer ‘naquilo em queEle mesmo’ foi tentado. Se Ele não tivesse sido tentado ‘pordentro’, tal qual nós o somos, não nos poderia agora socorrernesta categoria de tentações.
Se tivéssemos, em certo sentido, um mais probanteconflito do que teve Cristo, então Ele não estaria habilitado a nos socorrer.”24

QuandoEle era tentado, sentia os desejos e inclinações da carne, precisamente como ossentimos quando somos tentados. Pois ‘cada um é tentado pela sua própriacobiça, quando esta o atrai e seduz’. Tiago 1.14. Jesus experimentou isso sempecado, porque ser tentado não é pecado. É somente quando a iniqüidade éconcebida, quando o desejo é acariciado, quando a inclinação é sancionada, -somente então é que se produz o pecado.”25
Jesusnunca, mesmo em pensamento, acariciou um desejo, ou sancionou uma inclinação dacarne. Assim, em tal carne como a nossa, Ele foi tentado em todos os pontoscomo nós somos, contudo sem um traço de pecado, pelo poder divino que haviarecebido mediante fé em Deus, Ele, em nossa carne, sufocou integralmente todain­clinação dessa carne, e efetivamente matou na raiz todo desejo da carne.” 26

Entretanto há quem sustente que Jesus nãofoi – e nem podia ter sido – tentado com as tentaçõesdo homem moderno! Dizem: “Como pôde Ele, que viveu há 2000 anospassados, ser tentado nas coisas existentes apenas hoje em dia?” SeJesus não tivesse sido tentado como e nas coisas que o homem do Século XXI étentado, neste caso Ele não poderia nos socorrer atualmente, pois Ele nos podesocorrer apenas ‘naquilo que Ele mesmosofreu [suportou]’.
Eis um destes arrazoados: “...era impossível Jesus suportar cada tentação que sobrevem aosdiferentes tipos de pessoas. Se Ele, por exemplo, era homem, solteiro e pobrecomo poderia ‘ser tocado pelos sentimentos’ das mulheres, doscasados e dos ricos? Em segundo lugar, além de impossível, seria inútil queJesus experimentasse cada tentação que cada pessoa enfrenta.”27
É de admirar que, segundo o arrazoadosupra, teria sido não apenasimpossível – mas também inútil – Jesuster sido tentado como a Bíblia afirma que foi! Queira Deus que a seguinteafirmativa possa nos ajudar nesta controvérsia:
É um mistério, que permanece inexplicável aosmortais, que Cristo pôde ser tentado em todos os pontos como nós somos, e aindaestar sem pecado.”28

·        Hebreus 7.26“Comefeito nos convinha um Sumo Sacerdote, assim como Este, santo, inculpável, sem mácula,separado dos pecadores, e feito mais alto do que os céus.” Apenas para os que adotam a doutrina da ‘culpaoriginal’ é que este texto poderia apoiar o pré-lapsarianismo.Considere, entretanto, que Jesus foi sem mácula. EApocalipse 14.5: [“e não se achou mentira na sua boca; não têm mácula.”]nos apresenta os 144.000 também ‘sem mácula’, e ainda tendonatureza humana com tendências hereditárias ao mal. É óbvio que ambos os textosreferem-se ao caráter e não à hereditariedade.

·        João 14.30: ‘Aí vem o príncipe do mundo; e ele nada tem em Mim.’ “Satanásencontra nos corações humanos algum ponto de apoio; é acalentado algumdesejo pecaminoso por meio do qual suas tentações impõem o seu poder.” Entretanto “Cristo foi tentado em todos ospontos, à nossa semelhança, mas sem pecado. Ele disse: ‘Aí vem o príncipe domundo; e ele nada tem em Mim.’ Que significa isto? Significa que o príncipe domal não pôde encontrar em Cristo uma posição vantajosa para sua tentação; e podesuceder a mesma coisaconosco.”29
Amigo,como ‘pode suceder a mesma coisa conosco, então nãodeveríamos NUNCA tentar valer-nos destas palavras de Jesus para apoiar opré-lapsarianismo! Ou, por ventura, a ‘carne santa’ estádisponível a nós, nesta vida?!

·        Hebreus 4.15“Porquenão temos Sumo Sacerdote que não possa compadecer-Se das nossas fraquezas,antes foi Ele tentado em todas as cousas, à nossa semelhança, mas sem pecado.” Em todos os pontos foi tentado como nós o somos. Enós somos tentados também ‘por dentro’“Tomando a naturezahumana, habilitou-Se Cristo a compreender as provas e dores do homem, e todasas tentações com que é assediado. Os anjos não familiarizados com o pecado nãose podiam compadecer do ser humano nas provações que lhe são peculiares. Cristocondescendeu em tomar a natureza humana, e ‘como nós, em tudo foi tentado’(Heb.4.25), a fim de poder saber como socorrer a todos os que fossem tentados.’(Heb. 2.18).”30Obviamente, se Ele tivesse tomado sobre Si a ‘carnesanta’ de Adão antes da queda, esta condição em nada Lhe valeria a fimde provar as tentações do homem nascido com tendências hereditárias ao mal.
Tentações e provas nos virão a todos, mas nãoprecisamos nunca ser derrotados pelo inimigo. Nosso Salvador venceu em nossofavor. Satanás não é invencível. ... Cristo foi tentado afim de saber como ajudar a toda pessoa que houvesse de ser tentadaposteriormente [Logo, se Ele nãotivesse sido tentado como nós, não saberia como nos ajudar. E, para ser tentadocomo nós, obviamente necessitava estar nas condições em que estamos: em carnetendente ao mal, como a de Adão, depois da queda.]31. A tentação não é pecado; este consisteem ceder. Para a pessoa que confia em Jesus, tentação significa vitória emaior resistência.”32

·        Mateus 1.21-23“...e Ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco). Deus conosco’, que temos natureza humanatendente ao mal e não Deus com ele, isto é: com Adão antes daqueda, o qual tinha ‘carne santa’.

·        Gênesis 3.15“Poreiinimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu Descendente.Este te ferirá a cabeça, e tu Lhe ferirás o calcanhar.” Jesus devia ser a ‘semente’ deuma mulher caída, não de uma mãe que não tivesse, em sua natureza humana, astendências ao mal hereditárias.
Sabemos que, por natureza, o homem éamigo do pecado e inimigo da justiça. Ao homem se converter, é Deus Quem põenele a inimizade contra o pecado, o mal. Assim dizemos que ‘a inimizadeposta entre a semente da serpente[diabo] e a semente da mulher [nós] foi sobrenatural.Com Cristo a inimizade era em certo sentido natural; em outro sentidofoi sobrenatural, visto combinarem-se humanidade edivindade.’33
Se Eletivesse tido ‘carne santa’, obviamente a inimizade contra o malteria sido natural tanto quanto a Sua divindade comoquanto à Sua humanidade! Entretanto, por Deus ter enviado Seu Filho em ‘semelhançade carne pecaminosa’(Rom 8.3), no ego humano de Cristo, a inimizade contrao pecado foisobrenatural; Sua natureza humana foi decaídae egoísta, exatamente como a nossa; termos uma natureza humana egoístasignifica termos uma natureza humana em que existe a lei doegoísmo, o que não é sinônimo de sermos egoístas.Seregoísta tem a ver com o caráter, significa ter cedido àquela lei do egoísmo.Certamente a lei do egoísmo permanecerá em nossa naturezahumana até o dia da volta de Jesus, enquanto que, simultaneamente, todo egoísmopode ser banido de nosso caráter.
Jesus também tinha em Si a mesma naturezahumana que nós temos, isto é, a‘máquina de pecar’, mas nunca apôs em funcionamento, embora fosse tentado tanto por dentro como porfora como nós o somos. E, para não consentir com as tendências ao malhereditárias, que Ele odiava, oriundas de Sua natureza humana: “Suavida foi uma de negar o eu ...”34

·        Gênesis 12.3Abraão: “... em ti serão benditas todas as famílias daterra.” ‘... em ti —em tua descendência com natureza tendente ao mal — serão benditas todasas famílias da terra.’ “A natureza de Deus, cuja lei havia sidotransgredida, e a natureza de Adão, otransgressor,encontraram-se em Jesus, Filho de Deus e Filho do homem.”35

·        2a Coríntios5.21“Aquele que não conheceu pecado, Ele O fez pecadopor nós; ...” “... O fez pecado por nós ...” e não apenas: “O considerou pecado.”“Cristo tornou-Se uma mesma carne conosco, a fim de nospodermos tornar um espírito com Ele.”36

·        Romanos 8.3: “Porquantoo que fora impossível à lei, no que estava enferma pela carne, isso fez Deusenviando o Seu próprio Filho em semelhança de carne pecaminosa e no tocante aopecado; e, com efeito, condenou Deus, na carne, o pecado.” Quando Jesus veio, havia apenas uma espécie decarne na Terra: a tendente ao mal. Ele condenou o pecado em ‘semelhançade carne pecaminosa’ por não ter, em nenhum instante, cedido àshereditárias más tendências dela.“Conquanto sentisse Ele toda a força dapaixão humana, jamais cedeu à tentação.”37

·        Lucas 9.23“Diziaa todos: Se alguém quer vir após Mim, a si mesmo se negue, dia a dia tome a suacruz e siga-Me.”“Siga-Me” = faça o que eu estoufazendo! Se nós O seguimos em negar o ‘eu’, então Ele também deviaestar praticando o ‘negar o eu’. De fato, temos que ‘Sua [de Cristo] vidafoi uma de negar o eu,na qual a verdade, em todas as suas [dela] nobres qualidades, foi expressa.’38

·        João 5.30“Eunada posso fazer de Mim mesmo; na forma por que ouço, julgo. O Meu juízo ejusto porque não procuro a Minha própria vontade, e, sim, a dAquele que Meenviou.” Ele tinha um ‘eu’ [vontade],mas um‘eu’ do qual Ele disse: ‘Não procuro a Minha própriavontade’. Para tanto negava Seu ‘eu’ humano, como nósdevemos fazê-lo.

·        João 6.38“PorqueEu desci do céu não para fazer a Minha própria vontade; e, sim, a vontadedAquele que Me enviou.” Evidencia-se adiferença de vontades. Jesus, para fazer a vontade do Pai, negava Sua própriavontade humana. Então Ele tinha uma luta interna, como nós a temos.
A vontade humana de Cristo não O teria conduzidotão rapidamente ao deserto da tentação,para ser tentado pelo diabo. Ela não O levaria a suportar humilhação, escárnio,vergonha, sofrimento e morte. Sua natureza humana recuava de todas essas coisas,tão decididamente quanto a nossa o faz ... Cristo vivia para fazer oquê? A vontade de Seu Pai celestial."39

·        Mateus 26.39“Adiantando-Seum pouco, prostou-Se sobre o Seu rosto, orando e dizendo: Meu Pai: Se possível,passe de Mim este cálice! Todavia, não seja como Eu quero, e, sim, como Tuqueres.” Evidenciam-se vontades diferentes.

·        Salmo 22.1“DeusMeu, Deus Meu, porque Me desamparaste?” Uma pessoa com natureza não-caída, não-pecaminosa,não poderia proferir um grito tal. “Por isso que o homem caído nãopodia vencer a Satanás com sua força humana, veio Cristo das cortes reais doCéu para ajudá-lo com Sua força humana e divina combinadas. Cristo sabia queAdão, no Éden, com suas superiores vantagens, poderia ter resistido àstentações de Satanás, vencendo-o. Sabia também que não era possível aohomem, fora do Éden, separado, desde a queda, da luz e do amor de Deus,resistir em suas próprias forças às tentações de Satanás. A fim de concederesperança ao homem e salvá-lo da ruína completa, humilhou-Se, tomando anatureza do homem para que, com Seu poder divino combinado com ohumano, pudesse Ele alcançar o homem onde se acha. Obtém Ele paraos caídos filhos e filhas de Adão aquela força que é impossível obterem elespor si mesmos, a fim de que em Seu nome possam vencer as tentações de Satanás.”40

·        Isaías 9.6: “Porque um Menino nos nasceu, um Filho se nos deu...” Nasceu-nos umMenino. De nós — a caída, pecaminosa raça humana — nos nasceu um Menino ... “Argumentaçãoenganosa foi uma tentação a Cristo. Sua humanidade a tornou uma tentação paraEle. ... Ele andou pela fé, como nós temos que andar pela fé.... Alguémsuportou todas estas tentações antes de nós ... As mais fortes tentações ... docristão virão de dentro. Cristo [foi] tentado como nós somos.”41

·        João 2.24-25“Enão precisava de que alguém Lhe desse testemunho a respeito do homem, porque Ele mesmo sabia o que era a natureza humana.” Por que não precisava? Porque Ele mesmo tinhauma, e sabia quão pouco confiável era ela.

·        1a Coríntios2.16 up: “... Nós, porém, temos a mente de Cristo.” Todo ser humano nasce com tendências ao malhereditárias. Nós, além de carne tendente ao mal – sujeita à lei do egoísmo –passamos a ter também mente pecaminosa, a partir do instante em quecedemos às nossas tendências ao mal. A carne de Cristo foi carne humana, comhereditárias tendências ao mal, mas Sua mente não, pois Ele sempre escolheu obem, nunca o mal. Se, além de carne tendente ao mal, Ele tivesse tido tambémuma mente pecaminosa, como a Bíblia nos estimularia a termos a ‘mentede Cristo’? Já a teríamos de antemão!
Quanto à hereditariedade humanaJesus foi semelhante [homoioma] a nós. Quanto ao caráter – tendênciascultivadas ao mal – Ele foi diferente, pois Ele nunca cedeu àsSuas más tendências hereditárias e nós, ao contrário, cedemos aelas. A boa notícia é a admoestação de Paulo em Rom. 12.2: ‘transformai-vospela renovação da vossa mente’, isto é: podemos vir a ter a ‘mentede Cristo’. Uma mente que escolhe sempre o bem e rejeita com nojo o mal.
Quandoestamos unidos a Cristo, temos a mente de Cristo. A pureza e o amorresplandecem no caráter, a mansidão e a verdade controlam a vida. ... Aotornar-se umhomem de obediência a Deus, tem ele a mente deCristo, e a vontade de Deus torna-se a sua vontade.”42
Ter a ‘mente de Cristo’ nãosignifica ter ‘carne santa’, pois Jesus tinha mentesanta ‘emsemelhança de carne pecaminosa’.

·        1a João4.1-6“Amados, não deis crédito a qualquer espírito [ensino], antes,provai os espíritos se procedem de Deus, porque muitos falsos profetas têmsaído pelo mundo fora. Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio emcarne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus;pelo contrário, este é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que vem, epresentemente já está no mundo. ...” Oanticristo ensina que Jesus não veio em carneQual carne?Considere Romanos 8.3: “... em semelhança de carne pecaminosa.” Ensinarque Jesus veio em 'carne santa', isto é: com a natureza do Adão antes daqueda, equivale a negar que veio em 'semelhança de carne pecaminosa'.Precisamente‘Este é o espírito [ensino] do anticristo’ (1a João4.3). Trata-se da linha divisória entre uma corrente de pensamento que conduz àlealdade a Deus e outra que insinua ser Ele um ser injusto, cruel e arbitrário.

·        2a João7-11“Porque muitos enganadores têm saído pelo mundofora, os quais não confessam Jesus Cristo vindo em carne: assim é o enganador e o anticristo. ...” Por que é grave afirmar que Jesus não veio ‘emsemelhança de carne pecaminosa’? “Isto teria destruído o plano desalvação, mesmo se Ele não tivesse pecado.”43

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